. Advérbio's September Issu...
. (H)It Girls: Vivian Abrom...

Miu Miu
Moschino
Dolce&Gabbana

Stella Mccartney
Para ir introduzindo o Outono com calma, o primeiro post do ASI (Advérbio's Semptember Issue) começará por reportar mais que uma tendência: uma inspiração.
Para a próxima estação, a tendência comum a todas as passerelles não foram os comprimentos midi, o pêlo ou os Mary Jane's: foi a mulher. Mas dizê-lo assim, tão simplesmente, retira-lhe o impacto. Modelos marcharam com poise e confiança, com elegância determinada, espírito de aventura, com consistência e consciência da necessidade de afirmação.
As tendências recaem sobre os anos 20, 40 e 60, décadas em que o mundo se transformava rapidamente, passava por conflitos globais e, pouco a pouco, lambia as feridas e regenerava. A mulher subiu à ribalta, enfrentando circuntâncias sobre-humanas para subsistir e defender a família. Precisou de sair para a rua e arranjar emprego, votar, lutar, saír das asas do marido; precisou de ser criativa e inventiva, precisou de ser firme e forte. E nunca perdeu a elegância (aconselhamos o visionamento de Mildred Pierce, tanto a longa metragem de 1945 com o olhar penetrante de Joan Crawford, como a Mini Série televisiva deste ano com a soberba Kate Winslet). Esse espírito foi captado pelos designers, que pegaram nas dificuldades por que passamos actualmente e transformaram-nas em inspiração para a adopção de um espírito positivo e empreendedorismo elegante.
O empowerment feminino surge sob a forma de novos comprimentos e silhuetas, androginia que alterna com rendas e transparências, cortes austeros que transbordam de allure feminino pelo realce da cintura.
As mulheres erguem-se dos escombros, fortes como nunca antes, para dirigir um mundo à beira da implosão.
É caso para dizer:

Cheguei às 9h30.
para trás ficou uma noite sem dormir, uma guerra com o guarda-roupa, um meltdown por causa da pele a caír e umas olheiras que desciam até ao queixo.
Mas para um encontro marcado para as 10h, 9h30 é muito cedo. Não que eu seja adepta do fashionably late (convenhamos que ainda não atingi esse estatuto), mas àquela hora bateria com o nariz na porta.
Dei uma volta pelo quarteirão. As montas reflectiam uma involuntária cara de pânico, e imediatamente iniciei um auto-restyling (esse vestido devia ser 5cm mais longo, devia ter vindo de saltos, as sandálias fazem barulho a mais, parece que vou para a praia, estou pouco profissional, a mala é totalmente errada, esse cabelo é totalmente desinteressante).
Espero em frente à porta por um laivo de coragem que não vai chegar. Murmuro palavras de apoio que soam a tudo menos sinceras.
Entro na recepção. Um saco rosa-choque pousado em cima do balcão da recepção desvia toda a atenção. As letras douradas Prada Candy sobre um fundo preto são donas da sala.
Tenho de esperar. E a espera acalma os nervos, adormece-os. De quando em vez, mulheres extremamente bem vestidas e com um porte invejável desfilam pelo corredor, intercaladas com jornalistas taciturnos cujo dia só começa às duas da tarde.
A auto-crítica só cessa quando decido pôr-lhe um ponto final. O jornalismo de moda não é assim tão superficial. Sou invisível por detrás do monitor. São as minhas palavras que terão de ser altas, bonitas e perfeitas, revestidas com um estilo individual sempre actual e acutilante. E é com isto em mente que o meu dia tem ordem para começar.
Chega a editora do online que me orienta até ao meu posto de trabalho e me apresenta às colegas de profissão. O estigma veiculado pela televisão e cinema não é, de todo, aplicável. Sorrisos prestáveis e joviais, abertos e ansiosos por me incluir num projecto que, acabado de nascer, já em voz para se afirmar (não vou mentir: há excepções, mas são tão poucas que não vale a pena referir).
E o dia foi assim. Passado entre caras que depressa se tornaram familiares, mergulhada em moda até à ponta dos cabelos, e é tão... bom. Escrever sobre a nossa paixão, poder experimentar o nosso emprego de sonho aos 21 anos traz um sentimento de realização que é difícil de descrever.
Afinal, estou na Vogue.
Pois é, estamos de volta, e tal como prometido, temos novidades.

A primeira quinzena de Agosto traz-nos forças opostas: uma onda de calor e os September Issues (as bíblias que ditam as tendências do próximo Outono/Inverno)que enchem as papelarias. A mais importante edição das revistas de moda está nas bancas, pronta a ser estimada e esmiuçada, adorada e folheada até mais não. É certo que com 37 graus só apetece pensar em praia e gelados e copos com pedras de gelo a tilintar, mas a curiosidade é mais forte que as vontades de São Pedro. Por isso, temos o prazer de anunciar que o Advérbio de Moda vai ter o seu próprio September Issue, dividido em vários posts (assim a informação é bebida com calma), que dependerão da minha disponibilidade porque amanhã começo o estágio na...

É verdade! A visita à redacção que descrevi aqui deu frutos, e começo amanhã o meu estágio de 3 meses. Não podia estar mais feliz! Se me for possível, amanhã conto tudo, tudo, tudo :p (porque o nervosismo de hoje não me permite alongar mais).


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Pois é, que nós também merecemos. Uma pausa, sem internet, uma interrupção do mundo real. Um retiro sabático.
Voltaremos no dia 9 de Agosto, com uma graaande surpresa!!
Até lá, podem encontrar-nos de papo para o ar em qualquer um dos sítios acima :p
aii... Vilamoura :)
(peço desde já desculpa pela qualidade das imagens)
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Hoje o meu zapping captou isto: Slums of Beverly Hills (1998), de Tamara Jenkins. O argumento não tem grande conteúdo, mas prima pela boa contrução de personagens que trazem algum interesse à narrativa. É um filme sobre uma família disfuncional que, se abordado de forma mais profunda e estrutural, podia ir mais além que uma distracção de fim de tarde.
Mas deixemo-nos de ambições cinéfilas, e falemos do que nos traz aqui: Vivian I-don't-really-care-what-the-f*-I-wear Abromowitz é a personagem em torno da qual se desenrola a fita, e chamou a atenção pelos calções de ganga subidos. O guarda-roupa (a história passa-se em 1976) é tudo menos variado, mas Vivian apresenta um apurado sentido de estilo (na minha opinião, totalmente sem intenção) em que casual é a palavra-chave: ténis, wedges confortáveis, algodões e gangas são a escolha da jovem que não tem por onde escolher. Numa família pobre, trabalha com o que (não) tem, e trabalha muito bem.
Silver's biquini.
O corte retro, quase pin up, favorece as curvas; o padrão monocromático adapta-se tanto a uma pele branca como a um corpo já bem bronzeado, e a forma como as linhas estão dispostas favorece a silhueta. Confesso que não sou fã de cinturas subidas em beach wear, mas este conquistou-me.
Desde pequena que me ajeito com o lápis de carvão e a folha em branco, por isso, naturalmente, a ilustração de moda é, mais que um hobby, um fascínio (e, porque não arriscar dizer, um sonho).
Mas depois, a navegar por esse ciberespaço a fora, encontram-se talentos de cortar o pio, que me fazem esconder os meus rascunhos atrás das costas e assobiar para o céu.
Caroline Andrieu tem-se tornado na minha deusa. Vejam-na aqui, e percam espaço no vosso disco a guardar compulsivamente estes pedacinhos de arte.


Depois de rejeitado por várias editoras, Vladimir Nabokov publicava o seu romance Lolita em 1955.
A obra conta a história de um perverso professor de literatura francesa que casa com a sua senhoria para se manter perto da filha desta, Dolores Haze, a quem apelida de Lolita. Humbert Humbert justifica com um traumático romance de juventude a paixão e relação doentia que mantém com a menina de 12 anos. Lolita tornou-se uma mulher sexualmente activa que seduzia com olhares e toques indiscretos, escondidos por detrás de caracóis, tranças, rendas, folhos e pastilha elástica.
Foi adaptado para a sétima arte por duas vezes: a primeira em 1962, pela mestria de Stanley Kubrick; a segunda em 1997, num filme não tão bom de Adrian Lyne. Ambas as fitas acompanham a narrativa do livro num romance erótico, com uma conotação sexual muito pouco subtil, com segmentos de drama, acção, mistério e policial, qual filme noir.




Lolita, 1962



Lolita, 1997
Um dos livros mais polémicos jamais publicados foi o
desencadear de um conceito.
Lolita é o termo adoptado pelo estilo japonês inspirado na cultura ‘kawaii’ (que significa fofa ou adorável) e no retro (quer se refira a inspirações de outras décadas ou da própria infância). A cultura das Lolitas divide-se em vários tipos, que podem ir do punk ao sweet, mas partilham a mesma premissa: a aparência infantilizada, afastando-se de todos os elementos que tornam um look adulto, usando esta “inocência” como appeal sexual.
Esta hiperbolização do termo afasta-se do que é correntemente conotado com o estilo Lolita. Deixando para trás qualquer referência sexual, esta forma de vestir enfatiza a inocência, a pureza, através de renda, tecidos leves, cores pastéis ou cores fortes (com pouco brilho), polka dots e cortes pouco reveladores, babydolls, laços (que invadiram as passerelles no Verão de 2010).
Um estilo facilmente relacionável à marca Miu Miu (que nos habituou ao seu girly girl delicado, com peças iguais às que sonhávamos quando eramos pequenotas), que nos leva na próxima estação para a Lolita por excelência, com Hailee Steinfeld.



Todos nós temos palavras que nos mexem com os nervos, que nos activam anti-corpos e criam azedume no estômago. A mim, uma delas é pochete. É uma palvra, que à falta de melhor, pode ser descrita como feia. Para além disso, é frequentemente usada de forma incorrecta.
Antes de começar o post a sério, vou desfazer ambiguidades. Isto é uma pochete:

Cabe-nos a nós, pseudo-entendidas na matéria, desfazer qualquer confusão entre pochete e clutch.
Clutch é uma mala pequena, normalmente rectangular, sem alça, usada mais frequentemente em ocasiões nocturnas ou de cerimónia. Serve para guardar apenas o essencial e, apesar do seu tamanho reduzido, pode fazer toda a diferença no look.
Actualmente temo-la visto nas mais distintas ocasiões, quer diurnas quer nocturnas. Quer seja com a sua típica "pequenês" ou as modernas oversized, a clutch é um objecto tendência, indispensável nos nossos closets.
Não é muito aconselhável a pessoas com propensão a perder tudo e mais alguma coisa, nem em eventos em que sejam necessárias as duas mãos. Embora as oversized venham colmatar a falta de espaço das tradicionais clutches, continuam a não ser a melhor escolha quando tivermos de levar coisas e mais coisinhas.
Então quando usar?

Numa ocasião que peça um cocktail dress (um jantar, uma cocktail party, uma festa informal, um evento de trabalho)

Numa saída com as amigas, o namorado (ou a namorada)

Numa saída à noite

Numa ocasião de cerimónia ou (se for uma sortuda) de red carpet

Ou numa ocasião mais informal
A clutch adapta-se às mais variadas situações e está disponível em formatos para todos os gostos.
Ficam aqui algumas dicas (from Paris, with love) para tirar o melhor partido possível desde acessório:
Já não é novidade, mas não poderia passar em branco.
O desenlace mulher frágil com a voz poderosa.
Ficamos condenados à repetição constante da soul de Winehouse, sem novos acordes, sem novas viagens aos anos 60, sem novas imersões completas num antro de fumo, alcool e decadência como só a sua voz podia criar.
A senhora da beehive reavivou a pin-up, conquistando fãs e chegando a colaborar com Fred Perry para a criação de uma linha de roupa.
A menina que sempre se afastou da fama confessou que o seu único desejo era não morrer sem deixar uma marca na música.
Por cá, o nosso desejo é que, a seu tempo, o talento e a voz inconfundível de Amy se sobreponham ao circo mediático que foram os últimos anos da sua vida.
Farewell, Anita D'Adega.